Psicóloga Clínica e da Saúde
Psicoterapeuta de Crianças, Adolescentes e Adultos
Psicoterapeuta de Casal e Família

Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses
Membro da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica
Membro da POIESIS - Associação Portuguesa de Psicoterapia Psicanalítica de Casal e Família
Membro da AIPCF - Associação Internacional de Psicanálise de Casal e Família
Membro da EFPP - Federação Europeia para a Psicoterapia Psicanalítica


segunda-feira, 13 de março de 2017

Quem deve tratar a depressão?


A alta incidência de Depressão Clínica tem levado ao encorajamento dos tratamentos farmacológicos porque, aparentemente, devolvem mais rapidamente a sensação de melhoria e/ou remissão da sintomatologia, reduzindo a Depressão a problema neurológico e, consequentemente relacionado com a saúde física.


A verdade é que, do ponto de vista psicológico, parece ser mais fácil assumir a dor física do que a psíquica, e do ponto de vista social também parece ser menos estigmatizante.


No que se refere ao tratamento da Depressão poderá ser necessário recorrer à psicofarmacologia, nomeadamente em casos de Depressão mais profunda, como nos casos das Depressões Psicóticas. No entanto, se não existir um Processo Psicoterapêutico organizado e contínuo, os sintomas voltam a aparecer pouco tempo depois do desmame da medicação.


Actualmente existem campanhas publicitárias que remetem para a Dor na Depressão. Realmente a Depressão dói. Dói muitas vezes no corpo porque a dor da alma não é compreendida. Ao utilizar estratégias medicamentosas trata-se da dor do corpo e mantém-se adormecida a dor da alma.


Enquanto a farmacologia permite a atenuação da sintomatologia de forma superficial, um Processo Terapêutico, através da compreensão da pessoa, do seu sentir e pensar, leva a uma mudança profunda e promove a autonomia face ao sintoma.





quinta-feira, 9 de março de 2017

O Luto


O Luto surge como um processo normal e é fundamentalmente uma resposta emocional à perda, uma expressão de que pode incluir tristeza, fadiga, depressão, alívio, choque, raiva, culpa e ansiedade.

"Perda" é a palavra-chave, porque dor não se aplica somente ao modo como se sente após a morte de um ente querido, mas também à maneira como você se sente sempre que sofrer a perda de algo valioso para você. Por exemplo, a dor muitas vezes segue-se a uma separação, divórcio ou término de um relacionamento, perda por roubo, perda do emprego, a não concretização de um sonho ao longo da vida, a perda da juventude, perda de controlo, a perda do papel de pai quando os filhos saem de casa, ou a perda de saúde. Ao olhar e compreender a dor da perda num sentido mais amplo, pode-se sofrer por algo quase toda a sua vida. Apesar disso, a dor da perda é diferente para todos.

Porquê?

A importância da perda depende da importância da relação que tenha sido cortada.

Os recursos individuais e sociais de apoio para lidar com a perda variam. Ou seja, algumas pessoas são capazes de realizar sozinhas a elaboração do luto enquanto outras necessitam de apoio de outros.

Características do Luto Patológico

Comportamentos de dor que frequentemente têm um perfil semelhante aos encontrados em pessoas que sofrem de Depressão, partilhando uma série de aspetos semelhantes, incluindo distúrbios do sono e do apetite, tristeza intensa, esses comportamentos são apenas evidentes para um curto período de tempo numa reação de luto.

Intensos sentimentos de solidão e isolamento após a perda podem tornar-se tão esmagadores que a pessoa pode retirar-se do convívio social, isolando-se até desse suporte.

A raiva é uma emoção frequente na sequência de uma perda e é muitas vezes confusa para quem a sente e para os que o rodeiam. A raiva pode ser dirigida ao falecido para deixar o luto ou pode resultar de um sentimento de frustração e de culpa pela morte, onde a raiva é virada contra si próprio.

O luto é uma montanha russa emocional e um fator de stress emocional elevado pelo que não só provoca distúrbios emocionais, mas também sintomas físicos, tais como: peito apertado, sensibilidade excessiva ao ruído, falta de ar, fraqueza muscular e falta de energia. Ocasionalmente a saúde física pode ser seriamente prejudicada, e é crescente a evidência clínica de que as pessoas recentemente enlutadas são relativamente vulneráveis ​​à doença física.

Psicoterapia como ajuda para elaborar o Processo de Luto

O objetivo da terapia do Luto é identificar e facilitar a resolução de dificuldades que impedem o indivíduo de completar as tarefas de Luto. Por exemplo, identificar outros lutos anteriores que não foram resolvidos e trabalhá-los com a pessoa, ajudando a compreender as dificuldades passadas, de modo a poder resolver os problemas atuais.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Depressão - sinais e sintomas


Sentir-se triste, desmotivado, cansado ou irritado pontualmente é uma parte normal da vida, mas quando a situação se prolonga no tempo pode ser evidência de Depressão. Mais do que apenas o temporário “mal-estar”, os pontos baixos da Depressão tornam difícil a vivência do dia-a-dia e das relações interpessoais (familiar e social). Quando se está deprimido, a pessoa pode sentir-se sem esperança face à resolução do problema, no entanto, procurar ajuda técnica é o primeiro passo para superar o problema. O que é depressão? Todos nós passamos por alterações de humor. A tristeza é uma reacção normal a situações da vida, a contratempos e desapontamentos mas observa-se a utilização banalizada da palavra "depressão" para explicar estes tipos de sentimentos. Contudo, a depressão é muito mais do que tristeza. Algumas pessoas descrevem a depressão como "viver num buraco negro" mas outras pessoas deprimidas não se sentem tristeza, vazio e apatia, manifestando por sua vez irritação, agressividade e inquietação. Independentemente da manifestação dos seus sintomas, a Depressão interfere no seu dia-a-dia, provocando dificuldades na capacidade para trabalhar, estudar, comer, dormir e se divertir. Os sentimentos de desamparo, desesperança, inutilidade são intensas e o alívio, se o houver, é pequeno e pouco duradouro.

Está deprimido?

Sinais e sintomas de depressão

A Depressão varia de pessoa para pessoa, mas existem alguns sinais e sintomas comuns. É importante relembrar que esses sintomas podem ser parte de situações de vida, mas, neste caso, os sintomas são mais evidentes e duradouros. Estes sintomas tornam-se gradualmente mais evidentes, pelo que é quanto mais precoce for a intervenção menor o grau de incapacidade provocada.

Se se identifica com alguns dos seguintes sinais e sintomas, pode estar a sofrer de Depressão:
  • Dores de cabeça e/ou no corpo;
  • Dormir pouco ou demais;
  • Dificuldades de concentração ou na realização de tarefas;
  • Sentimentos de desesperança e/ou desamparo;
  • Pensamentos negativos;
  • Perda ou excesso de apetite;
  • Irritabilidade ou agressiva;
  • Consumindo de álcool.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Depressão ou Depressões...




A depressão é a epidemia do século XXI e encontra-se reconhecida no Plano Nacional de Saúde 2000-2010 como um problema primordial de saúde pública. De acordo com o ministério da saúde é uma condição médica definida que afecta 20 por cento da população portuguesa.


A visão médica da depressão e a mais difundida actualmente é particularmente ampla e os sinais que permitem reconhecê-la são extremamente diversos e de intensidade variável o que dificulta muitas vezes a percepção do que se passa.


De acordo com a Classificação Internacional de Doenças a Depressão define-se por sintomas como humor triste, perda de interesse ou prazer nas actividades, alterações do apetite e/ou do peso, alterações do sono, lentidão ou agitação da psicomotricidade, fadiga ou perda de energia, sentimento de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade em pensar, concentrar ou tomar decisões e pensamentos de morte, incluindo ideação suicida, planos ou tentativas de suicídio.


Estes são os sintomas manifestos, no entanto, em Psicologia Clínica e, principalmente, em Psicoterapia procura-se uma abordagem compreensiva das situações. Porque cada pessoa é um ser único, considera-se que o importante não é o nome que se dá mas a compreensão e explicação da pessoa em si, do seu sofrimento e dos seus sentimentos, pensamentos e emoções.


Parece realmente ser mais aceitável e facilitador o facto de haver um nome para as nossas dificuldades, como se o facto de termos uma “doença” comum a muitos nos deixasse mais acompanhados, no entanto, não é por isso que o sofrimento desaparece. Por exemplo, um choque entre dois carros é um acidente de viação mas não se resolve apenas por lhe darmos esse nome. É necessário compreender e explicar o que aconteceu como forma de resolver a situação e precaver situações futuras.

É comum as pessoas referirem, quando procuram ajuda em situações de crise, que sofrem de depressão há vários anos ou que tiveram uma depressão em determinados períodos da vida. O que acontece é que, na maior parte dos casos, por se recorrer apenas tratamento farmacológico ou realizar psicoterapias muito breves ou por se interromper esse processo antes do final, as melhorias são superficiais e não consistentes, levando a que frequentemente haja pouco tempo depois nova evidência dos sintomas que permaneciam controlados.


Num processo de psicoterapia, ao invés de se sobrevalorizar os sintomas promove-se um melhor conhecimento interno e, consequentemente, a modificação do padrão de funcionamento, quer interno quer interpessoal.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Qual é a diferença entre Aconselhamento/Acompanhamento Psicológico e Psicoterapia?







A diferença entre Aconselhamento (ou Acompanhamento ou Apoio) Psicológico e Psicoterapia é uma questão muito importante e que pouco explicada, o que leva a mal-entendidos e por vezes confusões, muitas vezes até por parte dos técnicos de saúde.

Define-se Aconselhamento Psicológico como a ajuda prestada por um Psicólogo Clínico com vista a melhoraria da sensação de bem-estar, alívio de um sintoma específico ou resolução de uma crise. Ou seja, funciona bem em situações pontuais mas não permite o tratamento eficaz de psicopatologia.

A Psicoterapia é realizada por um(a) Psicoterapeuta e é um processo mais longo e profundo que permite à pessoa chegar a uma compreensão mais completa de si, das suas características. Esta técnica, realizada por um Especialista, permite que a mudança seja eficaz e permanente, não havendo, quando os processos psicoterapêuticos são completos, o risco de recaídas. Daí que na maioria dos casos, os processos sejam de longa duração. Para que o processo seja eficaz e promova uma mudança eficiente na forma como a pessoa se relaciona com o mundo exterior e lida com as dificuldades inerentes à vida do dia-a-dia, as sessões são necessariamente e no mínimo semanais e continuadas.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Stress e saúde mental no trabalho




O Stress no trabalho pode ser definido como a resposta nociva, física e emocional, que ocorre quando as exigências do trabalho não vão ao encontro das capacidades, recursos ou necessidades do trabalhador. Estas dificuldades estão relacionadas com reações desajustadas às pressões sentidas como excessivas ou demasiado exigentes.

Algumas vezes, esta resposta é uma reação a um evento ou uma mudança de vida, no entanto, na maior parte dos casos o que acontece é que a situação presente apenas desencadeou algo que estava adormecido ou controlado, mas que já existia e que a pessoa de alguma maneira conseguiu, até ai, com sucesso, não deixar que afetasse o seu trabalho.

Para estas pessoas stress no trabalho pode agravar seu problema, pois se o stress no trabalho chega a um ponto onde se desencadeou um problema de saúde mental existente, torna-se difícil separar uma coisa da outra, influenciando ai todos os aspetos da vida da pessoa, quer a nível individual quer social. 

Problemas comuns de saúde mental e que se refletem no trabalho:

Ansiedade – sensação desagradável de preocupação, onde a pessoa se sente apreensivo ou angustiado com algo que pode ou não pode estar prestes a acontecer e que pode ser ou não consciente.

Depressão – quando a pessoa tem sentimentos de extrema tristeza, desespero ou de inadequação duradouros, ou alterações de humor.

Embora os problemas de saúde mental mais comuns possam parecer mais leves é sempre aconselhável recorrer à ajuda especializada de forma a capacitar a pessoa para continuar a trabalhar de forma produtiva, não agravando a situação e fomentando o desenvolvimento de respostas adequadas às situações de Stress.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Burnout! Queimar! Queimado! A Síndrome de Burnout




O termo "Burnout" é um termo relativamente novo, cunhado em 1974 por Herbert Freudenberger. Originalmente definido "Burnout", como "a extinção de motivação ou incentivo”, há algumas características semelhantes ou encontra-se muitas vezes associado a condições de Depressão, Ansiedade ou Perturbações do Humor. 


Os sintomas clássicos incluem o seguinte: 
  • Empobrecimento da Energia Física: O stress prolongado pode ser fisicamente desgastante, fazendo com que se sinta cansado durante a maior parte do tempo, ou sema energia. Sair da cama para enfrentar mais um dia de trabalho torna-se mais difícil. 
  • Exaustão Emocional: Os sentimentos de impaciência, mau-humor, tristeza inexplicável ou ficar frustrado com mais facilidade do que normalmente faria. 
  • Diminuição da imunidade à doença: Quando os níveis de stress são elevados por um período prolongado de tempo, seu sistema imunológico sofre. Pessoas que sofrem de Burnout geralmente recebem “uma mensagem” do seu corpo de que algo precisa mudar, aumentando a suscetibilidade para constipações, gripes ou dores de cabeça. 
  • Menor investimento nas relações interpessoais: Retirar-se um pouco das relações interpessoais é outro possível sinal de Burnout. Sentir diminuição do interesse em se relacionar ou em se divertir ou menos paciência com as pessoas. Frequentemente as pessoas que experimentam esta Síndrome verem efeitos nos seus relacionamentos. 
  • Aumento de absenteísmo e ineficiência no trabalho: Quando ocorre o esgotamento fica mais difícil apenas sair da cama e enfrentar o trabalho. Esta pode ser uma defesa inconsciente contra a Burnout, pelo que os que a vivenciam tendem a ser menos eficazes e ficar em casa com maior frequência (Isso também pode ser devido ao aumento da doença resultante da baixa imunidade, como discutido acima)  

O que provoca o Burnout?

Burnout tem muitas causas mas enquadram-se maioritariamente em categorias relacionadas com a estrutura de trabalho, as características do estilo de vida e as características de personalidade individuais.

A Síndrome de Burnout é muito mais comum do que se imagina. Aparentemente menos grave, de menor duração, e supostamente causada pelo stress situacional, os efeitos podem ser preocupantes e até, por vezes, incapacitantes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Neurose Obsessiva




 O termo NEUROSE OBSESSIVA indica uma condição na qual a mente da pessoa é invadida (contra a sua vontade) por imagens, ideias ou palavras. Esta patologia, conhecida como Perturbação Obsessivo-Compulsiva é um problema que afecta muitas pessoas e de formas diferentes. Por vezes não é perceptível ao olhar comum mas noutras situações há uma recusa em aceitar que existe um problema.


O que é a NEUROSE OBSESSIVA?

É uma das Perturbações de Ansiedade, uma condição que é potencialmente debilitante e pode durar toda vida de uma pessoa. A pessoa que sofre de NEUROSE OBSESSIVA fica presa num padrão de pensamentos e comportamentos repetitivos que são angustiantes mas muito difíceis de superar.

A NEUROSE OBSESSIVA ocorre desde uma faixa leve à grave. Enquanto mais leve poderá, num primeiro momento, poderá não interferir de forma profunda na vida da pessoa, no entanto, quando não é tratada agrava-se, podendo destruir as capacidades de trabalho, o funcionamento escolar e as relações sociais.

Sintomas e Sinais


Embora os sintomas associados à NEUROSE OBSESSIVA sejam descritos e muitas vezes associados com a adolescência ou início da idade adulta, é comum em clínica surgirem crianças com sinais obsessivos evidentes. Estudos indicam que pelo menos um terço dos casos de adultos com NEUROSE OBSESSIVA começou com sintomas na infância.

· Obsessões - Pensamentos intrusivos, desagradáveis ​​e que produzem um alto nível de ansiedade.

· Ideias ou impulsos não desejados que retornam repetidamente na mente;

· Temores e Medos persistentes de que algo vai acontecer a si próprio ou a outros importantes para a pessoa;

· Preocupação com contaminações (p.e. lavar as mãos repetidamente);

· Necessidade excessiva em fazer as coisas correctamente ou perfeitamente (fechar o carro ou a porta de casa várias vezes);

· Compulsões - Comportamentos repetitivos denominados de resposta às suas obsessões.

· Lavar e verificação constante;

· Contagem (muitas vezes durante a execução de outra acção compulsiva, como a lavagem das mãos);

· Arrumação interminável de objectos, por exemplo o alinhamento preciso dos objectos;

· Repetição de frases ou fazer listas;

Estes comportamentos surgem como forma de controlo da angústia sentida pela pessoa com NEUROSE OBSESSIVA. Para algumas pessoas estes rituais podem dar um alívio da ansiedade, mas apenas esta revela-se temporária. As pessoas com NEUROSE OBSESSIVA têm algum grau de percepção da falta de sentido das suas obsessões. Muitas vezes, especialmente quando eles estão tendo uma obsessão, pode reconhecer que as suas obsessões e compulsões são irrealistas. Outras vezes, pode não ter certeza sobre seus medos ou mesmo acreditam firmemente na sua validade.

Apesar da luta para banir os seus pensamentos indesejados e evitar os comportamentos compulsivos, e muitos podem manter os seus sintomas obsessivo-compulsivos sob controlo durante as horas de trabalho e escola, mas a resistência tende a enfraquecer ao longo dos meses ou anos e a NEUROSE OBSESSIVA torna-se tão grave que os rituais podem apropriar-se de vida dos pacientes, o que os impede de continuar as actividades fora de casa.

Aqueles que sofrem de Neurose Obsessiva geralmente tentam esconder a sua desordem ao invés de procurar ajuda. Muitas vezes bem sucedidos a esconder os seus sintomas, têm uma consequência infeliz do seu segredo pois só recebem ajuda profissional muito tempo após o início de sua doença. Neste ponto, podem ter aprendido a gerir a sua própria vida e a dos que os rodeiam – família e amigos - em torno dos seus rituais. Cria-se assim uma abrangência maior na patologia.

Tratamento


Como já foi referido a Neurose Obsessiva pode ser extremamente debilitante, tendo até sido já questionada e comparada com a psicose, pelo que deverá ter um tratamento adequado e continuado, uma vez que a origem da angústia nesta patologia é inconsciente, ou seja, não há um conhecimento real da causa.

Assim sendo, e tendo a Psicoterapia Psicanalítica como regra principal a associação livre dos pensamentos, este é o tratamento mais indicado para esta patologia, uma vez que valoriza a compreensão da própria pessoa e do contexto social e relacional em que esta se insere, não enfatizando o sintoma e permitindo como consequência a autonomia e a liberdade.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Como é que se desenrola uma psicoterapia?




Uma psicoterapia é um processo e, como tal, desenrola-se durante um período variável de tempo, dependendo de cada situação e do objectivo a que se propõe.

Uma Psicoterapia é um espaço de reflexão destinado ao paciente, onde este poderá desenvolver qualquer assunto, sem recriminações ou julgamentos.

Por si só consultar um psicoterapeuta não provoca alterações, pelo que requer uma continuidade e consistência para que este processo gere alterações significativas e não apenas superficiais ou aparentes. Por esta razão existe um compromisso conjunto. O Contrato Terapêutico.

O que é um Contrato Terapêutico?

O Contrato Terapêutico é um compromisso estabelecido entre o psicoterapeuta e o paciente com vista à mudança terapêutica. Neste contrato são estabelecidas as condições necessárias para que a Psicoterapia se processe da melhor forma, de modo a atingir os resultados esperados, quer seja remissão de sintomas ou um melhor auto-conhecimento.

Na Psicoterapia Psicanalítica, o Contrato Terapêutico prevê que:
  • As sessões ocorram pelo menos uma vez por semana (a frequência das sessões depende da problemática, da necessidade e é acordado entre Psicoterapeuta e Cliente); 
  • Cada sessão tenha a duração de 45-50 minutos; 
  • Todas as sessões começam e terminam à hora marcada; 
  • Ao contrário de outras especialidades de Saúde, as Sessões de Psicoterapia têm um tempo definido: ainda que o cliente se adiante ou atrase, o início e o término da sessão é sempre à mesma hora que foi acordada no início do processo terapêutico; 
  • Porque a mudança e a eficácia da Psicoterapia implica necessariamente um envolvimento, consistência e continuidade no processo, todas as sessões são pagas, ainda que o paciente não compareça as consultas. 
  • O final do Processo é acordado, ao longo do tempo, entre Psicoterapeuta e Cliente.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Psicoterapia Psicanalítica para as perturbações ansiosas



A Psicoterapia Psicanalítica é um exemplo de uma terapia global (Comer, 1995), que tem o objetivo de ajudar a trazer grandes mudanças em toda a perspectiva sobre a vida. Esta baseia-se no pressuposto de que as dificuldades actuais estão ligada a fatores de personalidade profundas. Este tipo de Psicoterapia não está focalizada somente sintoma, em contraste com outras que se concentram principalmente na redução de sintomas, mas na origem do mesmo, levando a uma alteração profunda.

Os transtornos de ansiedade como fobias, ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de stress pós-traumático, por exemplo, são áreas óbvias onde a Psicoterapia Psicanalítica tem consistência e obtém resultados. O objetivo é ajudar a pessoa a chegar a um acordo com os seus próprios impulsos ou a compreender a origem de sua ansiedade atual nos relacionamentos, nomeadamente através da análise de situações passadas que se repetem, sendo revividas na idade actualmente. Svartberg e Stiles (1991) e Prochaska e DiClemente (1984) apontam que a evidência para sua eficácia é inequívoca.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Perturbação de Ansiedade Social




A Ansiedade ou Fobia Social é uma perturbação de Ansiedade que se manifesta num medo excessivo e irracional de situações sociais. Ansiedade (nervosismo intenso) surge do medo de ser observado de perto, julgado e/ou criticado pelos outros.

Uma pessoa com Ansiedade Social tem medo de cometer erros e ser constrangido ou humilhado na frente dos outros. O medo pode ser agravado pela falta de habilidades ou de experiências em situações sociais, o que leva a que estas pessoas muitas vezes sofram de ansiedade "antecipatória" - medo de uma situação antes mesmo desta acontecer, às vezes, por dias ou semanas antes do evento. Em muitos casos, a pessoa está ciente de que o medo é irracional, mas é incapaz de superá-lo, provocando, num limite, ataques de pânico.

Como resultado deste medo, é comum, a pessoa sofrer em excesso ante determinadas situações sociais ou pode evitá-las completamente.

Sem tratamento, a Perturbação de Ansiedade Social pode interferir bastante na rotina normal do quotidiano da pessoa, incluindo trabalho, escola, actividades sociais e relacionamentos .

Pessoas com este transtorno podem ter medo de uma situação específica, como falar em público, no entanto, a maioria das pessoas temem mais de uma situação social.

Situações que normalmente provocam ansiedade incluem:

· Comer ou beber na frente dos outros.

· Escrever ou trabalhando na frente dos outros.

· Sendo o centro das atenções.

· Interagir com as pessoas, incluindo namoro ou ir a festas.

· Fazendo perguntas ou dando relatórios em grupos.

· Usando banheiros públicos.

· Falar ao telefone.

A Perturbação de Ansiedade Social pode estar ligada a outras perturbações mentais, tais como Perturbações de Pânico, Perturbação Obsessivo – Compulsivo e Depressão . Na verdade, muitas pessoas com transtorno de ansiedade social inicialmente consultam Técnicos com queixas relacionadas a esses transtornos e não por causa de sintomas de ansiedade .

Quais são os sintomas de Transtorno de Ansiedade Social?

Muitas pessoas com transtorno de ansiedade social sentir que há "algo errado", mas não reconhecem o seu sofrimento como um sinal de doença. Os sintomas de transtorno de ansiedade social podem incluir:

· Intensa ansiedade em situações sociais.

· Evitar situações sociais.

· Os sintomas físicos de ansiedade, incluindo confusão, palpitação, sudorese, tremores, rubor, tensão muscular, dores de estômago e diarreia.

· As crianças com este transtorno podem expressar a sua ansiedade por choro, dificuldade em se separar de um dos pais, ou através de uma birra.

Tratar de forma efectiva:

Actualmente, a melhor forma estabelecida para a resolução desta patologia é a psicoterapia. Embora outras formas de tratamento (por exemplo, terapia farmacológica) possa ser útil, na psicoterapia há uma mudança profunda e mais estável tendo por base a origem e a manifestação dos sintomas, relacionando-os com a compreensão da história e experiência de vida daquela pessoa.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Comportamentos de risco na Adolescência




Assumir alguns riscos, experimentar e quebrar algumas regras é comum na adolescência. No entanto, os comportamentos de risco podem estar associados com situações de elevada gravidade, a médio ou longo prazo e, em alguns casos, com consequências fatais.

O que são comportamentos de risco?

São considerados de risco os comportamentos que podem ter efeitos adversos sobre o desenvolvimento físico e psíquico. Inclui-se nesses comportamentos os que causam dano físico imediato, como por exemplo, brigas com amigos, autoagressões ou tentativas de suicídio, ou comportamentos cujo efeito não é tão manifesto mas cujos efeitos poderão ser cumulativos, como o consumo de substâncias, ou comportamentos sexuais de risco. Estes comportamentos afetam o seu desenvolvimento saudável do jovem e impedem a participação em "típicas" experiências para sua faixa etária.
Consequências dos comportamentos de risco

As consequências destas dificuldades podem ser variadas pois normalmente comportamentos de risco geram outros comportamentos de risco. Estes comportamentos dos adolescentes geralmente ocorrem em simultâneo com outros igualmente perigosos e que irão influenciar a vida futura.
  • Delinquência 
  • Violências nas relações amorosas ou sociais 
  • Toxicodependência e consumos de outras substâncias como álcool ou substâncias 
  • Gravidez na Adolescência 
  • Doenças Sexualmente Transmissíveis 
  • Perturbações Alimentares (anorexia ou anorexia) 
  • Etc.

Alguns Sinais de Alerta
  • Alterações de Comportamento (isolamento, afastamento social ou agitação psicomotora) 
  • Perturbações no Sono 
  • Alterações Alimentares (falta ou excesso de apetite) 
  • Dificuldades escolares (faltas às aulas, alterações nas notas, resistência em ir à escola) 
  • Mudanças físicas (alterações no peso) 
  • Mudanças nas relações sociais 
Intervenção

É comum perante estas alterações, os pais acharem que é uma fase ou justificaram que também já foram assim. A verdade é que apesar de ser verdade que a adolescência é uma fase, esta não tem de ter consequências negativas ou ser passada em sofrimento, bem como o facto de os pais terem sido assim não deverá ser justificação mas pode explicar alguns comportamentos.

O que se passa é que muitas vezes, nestas situações de risco em demasia, sem um pensar nas consequências, e onde os limites são sistematicamente ultrapassados, existe uma história familiar onde existe uma dificuldade nos limites (podendo ser em excesso ou por falta dos mesmos). O jovem é aquilo a que se chama o “sintoma” da família. Retrata dificuldades da dinâmica familiar.

A intervenção neste tipo de situações é urgente e necessariamente familiar (ainda que possa ser simultaneamente individual). Não se trata de culpabilizar pais ou outros familiares mas sim de se analisar as dinâmicas familiares para se perceber o que existe e provoca a perturbação do seu bem-estar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Situação Económica e Mal-Estar Psicológico


A crise económica e financeira mundial levou a uma deterioração da situação de vida de uma grande parte da população. Mais do que a efectiva diminuição da qualidade vida económica, observa-se hoje uma diminuição da estabilidade emocional e afectiva das pessoas mas que se revela mais notória nos comportamentos.

Apesar de certo que os fatores de instabilidade externa e da realidade social, como o aumento do desemprego, provocarem uma ansiedade generalizada e sentimentos de desmotivação e impotência face à situação, o que também é certo é que em grande parte dos casos são os recursos e dificuldades internos de cada indivíduo que não permitem encontrar alternativas.

Por exemplo quando alguém se sente desmotivado e com baixa auto estima, no entanto, consegue compensar-se através de um novo Telemóvel ou LCD, pelo menos durante algum tempo sente-se reconfortado (uma das provas desta situação é que, apesar da tal crise económica, as empresas de tecnologias continuam a lançar novos “brinquedos” e não parecem correr riscos de falência). Mas atualmente com a situação económica e social que se atravessa este tipo de compensação torna-se cada vez mais difícil e leva a que haja uma maior manifestação das dificuldades de cada pessoa.

A desilusão face a uma realidade social não reconfortante e pouco ou nada recompensadora reforça uma apatia depressiva que inibe e desmotiva a pessoa a tomar um rumo satisfatório da sua vida, ficando muitas vezes dependente de outros, o que reforça o seu mau estar, desmotivação e de passividade face à situação.

É pois nestas alturas que surgem mais sintomas de patologia mental ou de mau estar psicológico. Não que estes já não existissem anteriormente. O que parece acontecer nestas fases é que já não são viáveis certas compensações, nomeadamente a aquisição de bens materiais, assim como são mais presentes os “fantasmas” da perda de controlo e da incapacidade e impotência face à própria vida.

“Aparecem” então as Depressões, a baixa Autoestima, situações de Ansiedade Generalizada. Apesar de muitas vezes poder ser difícil ou haver resistência para recorrer a técnicos especializados, o que é verdade é que dificilmente sozinho se consegue arranjar recursos para resolver estas situações. Na maior parte das vezes há uma cíclica repetição do modo de funcionar e que leva a uma repetição dos sintomas de instabilidade e mau estar psicológico, oscilando a vida da pessoa entre fases de bem-estar e fases de mal-estar numa vida que não se equilibra.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Deve ser psicológico….




O que é psicológico?? As enxaquecas??? As dores de barriga????

Normalmente associa-se o psicológico a qualquer coisa que a medicina não explica. Não explica e na maior parte das vezes não valoriza.
Será que por ser “psicológica” a minha dor de cabeça, e apesar de não ter nenhum problema físico, a minha dor não é importante? Será que por ser “psicológico” não deve ser valorizado ???
Pois é! Parece que se é psicológico muitas vezes não é levado a sério… como se não doesse.
A verdade é que muitos dos problemas que se manifestam fisicamente poderão ter origem psíquica, no entanto, não deverão ser, por isso, desvalorizados como se a culpa fosse da pessoa que deles sofre e só porque se queixa.
Uma abordagem culpabilizante provoca mais vezes um incremento da sintomatologia física do que propriamente uma consciencialização e informação.
Porque a Saúde é, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença, parece-me importante e necessário que os profissionais de saúde se informem, questionem e desenvolvam um saber crítico sobre o assunto promovendo o desenvolvimento e a promoção da mesma.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Mas o que é estar deprimido?



Se me questionassem neste momento sobre as razões pelas quais as pessoas procuram um Psicólogo ou um Psicoterapeuta teria de responder Depressão. É comum ouvir “estou deprimido(a)”.

Ao interrogar alguém sobre essa depressão, a resposta é focalizada imediatamente numa situação ou num conjunto específico de situações que desencadearam a sintomatologia.

Ao longo do tempo, durante o processo psicoterapêutico, o que se vai percebendo é que a sintomatologia sempre existiu, apenas se tornou mais evidente. Pensemos naquele ditado “foi a gota de água que fez transbordar o copo”.

Parece-me que é assim que algumas pessoas se sentem quando procuram ajuda, como se fossem um recipiente que se foi enchendo de água, uma água contaminada, e que está prestes a transbordar.

A psicoterapia, é um espaço terapêutico onde, através de um pensar em conjunto, se “recicla”, essa água contaminada transformando-a numa água potável passível de extinguir a sede.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Ansiedades




A ansiedade é uma parte normal da vida. Todas as pessoas têm momentos de ansiedade diária. Podem-se estar muito preocupados com um exame, uma entrevista de emprego, ou qualquer outro acontecimento.

Porém, quando a ansiedade se torna exagerada e impede a plena vivência é considerada patológica e pode levar a sentimentos depressivos, dificuldades nos relacionamentos interpessoais e interferir no desenvolvimento laboral.

Nestes casos a qualidade de vida degrada-se e há até tendência para o isolamento. A Ansiedade é impeditiva de realizar actividades de lazer, profissionais e relacionais. É comum surgirem associadas fobias ou depressão.

A causa dos sintomas de ansiedade são, maioritariamente, inconscientes e os sintomas altamente variáveis, no entanto, as queixas de sentimentos contínuos de nervosismo, tremores, tensão muscular, suores, palpitações, tonturas e desconforto gástrico são comuns, juntamente com uma variedade de receios, preocupações e pressentimentos.

A Psicoterapia Psicanalítica enfatiza a importância da relação terapêutica, como forma de trazer os pensamentos e sentimentos reprimidos à consciência, de modo a fomentar a mudança e a autonomia, tendo em vista uma melhoria do bem-estar interno e externo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O que é a Psicologia Clínica?





É o ramo da Psicologia que permite compreender e resolver o mal-estar psicológico. Focaliza a sua intervenção ao nível emocional, sentimental, intelectual e comportamental, facilitando a adaptação e ajustamento assim como o desenvolvimento pessoal e social.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Perturbação Psicossomática




Psicossomático significa mente (psique) e corpo (soma). As patologias psicossomáticas são doenças que envolvem a mente e o corpo.

É aceite universalmente que muitas doenças do corpo são particularmente propensas a ser agravadas por factores mentais como stress e ansiedade. Assim como o estado psicológico afecta o sofrimento causado por uma doença física, as doenças mentais afectam o corpo.

Em certa medida, a maioria das doenças são psicossomáticas pois envolvem a mente e o corpo. Há sempre um aspecto mental para cada doença física. O modo como se pode reagir e lidar com a doença varia muito de pessoa para pessoa. Por exemplo, uma erupção de acne pode não incomodar algumas pessoas muito, no entanto outras podem sentir-se deprimidas e desmotivadas. Ao mesmo tempo alguém que sofre de depressão frequentemente sofre também de enxaquecas ou dores no corpo.

Algumas pessoas também sofrem deste distúrbio psicossomático quando, apesar de não haver nenhuma doença física, os sintomas físicos são evidentes. Por exemplo, uma dor no peito pode ser causada pela ansiedade apesar de nenhuma causa física ser encontrada.

Quais são os tratamentos para distúrbios psicossomáticos?
Cada patologia tem as suas próprias opções de tratamento. Se para as doenças físicas, os tratamentos físicos, tais como medicamentos ou operações são normalmente eficientes, nos distúrbios psicossomáticos é comum já ter existido várias tentativas frustradas de resolução dos problemas a esse nível, por exemplo, recorrendo a várias especialidades médicas sem sucesso duradouro.

Nestes casos, a publicação de estudos sobre a Técnica Psicoterapêutica, formam a base para se concluir que estas são eficazes com os distúrbios psicossomáticos, na medida em que estes profissionais de saúde, que tratam pessoa como um todo, têm em contas factores psicológicos e sociais o que contribui para uma melhoria significativa do doente.

terça-feira, 3 de março de 2015

Dificuldades de Aprendizagem ou Depressão na Infância?


Atualmente não existe dúvida quanto a existência de depressão em crianças em idade escolar. A incidência de sintomas depressivos nesta faixa etária está em torno de 1,8 %, no entanto, quando se fala da incidência desses sintomas em crianças com dificuldades de aprendizagem essa taxa aumenta consideravelmente.

Os estudos revelam que existe uma estreita relação entre sintomas depressivos e rendimento escolar, pois tanto os sintomas da depressão podem contribuir para prejudicar a aprendizagem do aluno, quanto o baixo rendimento escolar pode também conduzir ao surgimento de sintomas depressivos.

Apesar destes factos, a depressão infantil tem pouca atenção por parte dos técnicos, que atribuem muitas vezes diagnósticos pouco esclarecedores e estigmatizantes, que na maior parte dos casos nada resolvem e provocam um arrastamento da situação.

É comum nestas situações, muitas vezes, o recurso a fármacos que, a médio e longo prazo e ao invés de melhorarem a condição da criança, remetem para um incremento das dificuldades, tornando-as permanentes e com consequências graves no seu desenvolvimento biopsicossocial.

Devido à falta de informação sobre esta situação, é comum estas dificuldades se agravarem, tendo posteriormente efeitos muito mais graves na adolescência. É o caso do consumo de substâncias, autoagressividade, delinquências, etc.

Nesta altura as manifestações são mais evidentes e é aí que se procuram intervenções especializadas.

Assim sendo, é necessária uma abordagem e intervenção mais precoce das dificuldades de aprendizagem, no que concerne à sua relação com a depressão. Esta intervenção, para além de um acompanhamento educativo mais presente, passa necessariamente por um processo Psicoterapêutico, onde seja trabalhada a parte emocional e relacional da criança e da família.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Terrores Noturnos e Perturbações do Sono




A maioria dos pais consegue confortar e acalmar a sua criança após o pesadelo ocasional. Mas se o seu filho já experimentou o que é conhecido como terror noturno, o medo é praticamente inconsolável e repetitivo.

O que são Terrores Noturnos? 
Um terror noturno é um distúrbio do sono semelhante a um pesadelo mas com uma apresentação muito mais dramática. Embora os terrores noturnos possam ser alarmantes para os pais que as testemunham, é comum não causarem preocupação como sinal de um problema mais profundo.

Durante uma noite típica, o sono ocorre em várias fases. Os terrores noturnos ocorrem geralmente cerca de 2 ou 3 horas após a criança adormecer, na transição do sono do mais profundo para o sono leve. Raramente a criança torna-se agitada e assustada como reação de medo a um terror noturno. Ao contrário dos pesadelos um terror noturno não é tecnicamente um sonho, mas mais como uma reação súbita de medo que acontece durante a transição de uma fase do sono para outra.

Quais são as causas de terrores noturnos em crianças? 

Algumas vezes, os terrores noturnos em crianças são causados pela privação do sono. Estes casos são aqueles em que a rotina de sono foi quebrada. Para uma rotina de sono saudável a regra mais importante é "não quebrar a rotina". No entanto, na maioria das vezes, os terrores são resultado de dificuldades emocionais sentidas, frequentemente reativas a situações de stress, ou mudanças na vida da criança (por exemplo, o nascimento de um irmão, a entrada para a escola, etc.).

Quais são os sintomas de terrores noturnos em crianças? 

Alguns dos sintomas de terrores noturnos em crianças são bastante semelhantes aos sintomas de pesadelos e essa é a principal razão para que os pais por vezes os confundirem.
Os sintomas mais comuns são as seguintes: 
Acordar de repente a meio da noite. Isso acontece enquanto a criança está a dormir (cerca de 2-3 depois de começar a dormir). Pode parecer que está totalmente acordada mas realmente está em sono profundo; 
A criança apresenta um grande medo, pânico e um comportamento estranho. Com os terrores noturnos a acontecer, a criança pode sentir a vida ameaçada ou que alguém tenta tirá-los da família. Às vezes eles podem até gritar algo semelhante a "Deixem-me! ", "Não me levem!" ou "Ajudem-me", etc; 
O batimento cardíaco e a respiração acelera dramaticamente. 
O Choro, gritos e suor são comuns; 
É muito difícil as crianças durante os terrores noturnos; 
A criança não se lembrar do sonho na manhã seguinte. 
Se encontrar dois ou mais destes sintomas, em problema de seu filho dormir, você está lidando com os terrores noturnos em crianças. 

Tratamento
Na maioria dos casos deve recorrer a ajuda especializada, na medida em que os terrores são frequentemente consequentes de dificuldades emocionais e conflitos internos. Se a situação persistir é importante a avaliação por parte de um psicólogo ou psicoterapeuta de modo a ajudar na resolução do problema.

Ansiedade ou Sinal de Alerta?

Os ataques de ansiedade ocorrem de uma forma muito complicada. A maioria dos pacientes queixa-se de não poder respirar, estar prestes a d...