Psicóloga Clínica e da Saúde
Psicoterapeuta de Crianças, Adolescentes e Adultos
Psicoterapeuta de Casal e Família

Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses
Membro da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica
Membro da POIESIS - Associação Portuguesa de Psicoterapia Psicanalítica de Casal e Família
Membro da AIPCF - Associação Internacional de Psicanálise de Casal e Família
Membro da EFPP - Federação Europeia para a Psicoterapia Psicanalítica


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Ansiedades




A ansiedade é uma parte normal da vida. Todas as pessoas têm momentos de ansiedade diária. Podem-se estar muito preocupados com um exame, uma entrevista de emprego, ou qualquer outro acontecimento.

Porém, quando a ansiedade se torna exagerada e impede a plena vivência é considerada patológica e pode levar a sentimentos depressivos, dificuldades nos relacionamentos interpessoais e interferir no desenvolvimento laboral.

Nestes casos a qualidade de vida degrada-se e há até tendência para o isolamento. A Ansiedade é impeditiva de realizar actividades de lazer, profissionais e relacionais. É comum surgirem associadas fobias ou depressão.

A causa dos sintomas de ansiedade são, maioritariamente, inconscientes e os sintomas altamente variáveis, no entanto, as queixas de sentimentos contínuos de nervosismo, tremores, tensão muscular, suores, palpitações, tonturas e desconforto gástrico são comuns, juntamente com uma variedade de receios, preocupações e pressentimentos.

A Psicoterapia Psicanalítica enfatiza a importância da relação terapêutica, como forma de trazer os pensamentos e sentimentos reprimidos à consciência, de modo a fomentar a mudança e a autonomia, tendo em vista uma melhoria do bem-estar interno e externo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O que é a Psicologia Clínica?





É o ramo da Psicologia que permite compreender e resolver o mal-estar psicológico. Focaliza a sua intervenção ao nível emocional, sentimental, intelectual e comportamental, facilitando a adaptação e ajustamento assim como o desenvolvimento pessoal e social.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Perturbação Psicossomática




Psicossomático significa mente (psique) e corpo (soma). As patologias psicossomáticas são doenças que envolvem a mente e o corpo.

É aceite universalmente que muitas doenças do corpo são particularmente propensas a ser agravadas por factores mentais como stress e ansiedade. Assim como o estado psicológico afecta o sofrimento causado por uma doença física, as doenças mentais afectam o corpo.

Em certa medida, a maioria das doenças são psicossomáticas pois envolvem a mente e o corpo. Há sempre um aspecto mental para cada doença física. O modo como se pode reagir e lidar com a doença varia muito de pessoa para pessoa. Por exemplo, uma erupção de acne pode não incomodar algumas pessoas muito, no entanto outras podem sentir-se deprimidas e desmotivadas. Ao mesmo tempo alguém que sofre de depressão frequentemente sofre também de enxaquecas ou dores no corpo.

Algumas pessoas também sofrem deste distúrbio psicossomático quando, apesar de não haver nenhuma doença física, os sintomas físicos são evidentes. Por exemplo, uma dor no peito pode ser causada pela ansiedade apesar de nenhuma causa física ser encontrada.

Quais são os tratamentos para distúrbios psicossomáticos?
Cada patologia tem as suas próprias opções de tratamento. Se para as doenças físicas, os tratamentos físicos, tais como medicamentos ou operações são normalmente eficientes, nos distúrbios psicossomáticos é comum já ter existido várias tentativas frustradas de resolução dos problemas a esse nível, por exemplo, recorrendo a várias especialidades médicas sem sucesso duradouro.

Nestes casos, a publicação de estudos sobre a Técnica Psicoterapêutica, formam a base para se concluir que estas são eficazes com os distúrbios psicossomáticos, na medida em que estes profissionais de saúde, que tratam pessoa como um todo, têm em contas factores psicológicos e sociais o que contribui para uma melhoria significativa do doente.

terça-feira, 3 de março de 2015

Dificuldades de Aprendizagem ou Depressão na Infância?


Atualmente não existe dúvida quanto a existência de depressão em crianças em idade escolar. A incidência de sintomas depressivos nesta faixa etária está em torno de 1,8 %, no entanto, quando se fala da incidência desses sintomas em crianças com dificuldades de aprendizagem essa taxa aumenta consideravelmente.

Os estudos revelam que existe uma estreita relação entre sintomas depressivos e rendimento escolar, pois tanto os sintomas da depressão podem contribuir para prejudicar a aprendizagem do aluno, quanto o baixo rendimento escolar pode também conduzir ao surgimento de sintomas depressivos.

Apesar destes factos, a depressão infantil tem pouca atenção por parte dos técnicos, que atribuem muitas vezes diagnósticos pouco esclarecedores e estigmatizantes, que na maior parte dos casos nada resolvem e provocam um arrastamento da situação.

É comum nestas situações, muitas vezes, o recurso a fármacos que, a médio e longo prazo e ao invés de melhorarem a condição da criança, remetem para um incremento das dificuldades, tornando-as permanentes e com consequências graves no seu desenvolvimento biopsicossocial.

Devido à falta de informação sobre esta situação, é comum estas dificuldades se agravarem, tendo posteriormente efeitos muito mais graves na adolescência. É o caso do consumo de substâncias, autoagressividade, delinquências, etc.

Nesta altura as manifestações são mais evidentes e é aí que se procuram intervenções especializadas.

Assim sendo, é necessária uma abordagem e intervenção mais precoce das dificuldades de aprendizagem, no que concerne à sua relação com a depressão. Esta intervenção, para além de um acompanhamento educativo mais presente, passa necessariamente por um processo Psicoterapêutico, onde seja trabalhada a parte emocional e relacional da criança e da família.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Terrores Noturnos e Perturbações do Sono




A maioria dos pais consegue confortar e acalmar a sua criança após o pesadelo ocasional. Mas se o seu filho já experimentou o que é conhecido como terror noturno, o medo é praticamente inconsolável e repetitivo.

O que são Terrores Noturnos? 
Um terror noturno é um distúrbio do sono semelhante a um pesadelo mas com uma apresentação muito mais dramática. Embora os terrores noturnos possam ser alarmantes para os pais que as testemunham, é comum não causarem preocupação como sinal de um problema mais profundo.

Durante uma noite típica, o sono ocorre em várias fases. Os terrores noturnos ocorrem geralmente cerca de 2 ou 3 horas após a criança adormecer, na transição do sono do mais profundo para o sono leve. Raramente a criança torna-se agitada e assustada como reação de medo a um terror noturno. Ao contrário dos pesadelos um terror noturno não é tecnicamente um sonho, mas mais como uma reação súbita de medo que acontece durante a transição de uma fase do sono para outra.

Quais são as causas de terrores noturnos em crianças? 

Algumas vezes, os terrores noturnos em crianças são causados pela privação do sono. Estes casos são aqueles em que a rotina de sono foi quebrada. Para uma rotina de sono saudável a regra mais importante é "não quebrar a rotina". No entanto, na maioria das vezes, os terrores são resultado de dificuldades emocionais sentidas, frequentemente reativas a situações de stress, ou mudanças na vida da criança (por exemplo, o nascimento de um irmão, a entrada para a escola, etc.).

Quais são os sintomas de terrores noturnos em crianças? 

Alguns dos sintomas de terrores noturnos em crianças são bastante semelhantes aos sintomas de pesadelos e essa é a principal razão para que os pais por vezes os confundirem.
Os sintomas mais comuns são as seguintes: 
Acordar de repente a meio da noite. Isso acontece enquanto a criança está a dormir (cerca de 2-3 depois de começar a dormir). Pode parecer que está totalmente acordada mas realmente está em sono profundo; 
A criança apresenta um grande medo, pânico e um comportamento estranho. Com os terrores noturnos a acontecer, a criança pode sentir a vida ameaçada ou que alguém tenta tirá-los da família. Às vezes eles podem até gritar algo semelhante a "Deixem-me! ", "Não me levem!" ou "Ajudem-me", etc; 
O batimento cardíaco e a respiração acelera dramaticamente. 
O Choro, gritos e suor são comuns; 
É muito difícil as crianças durante os terrores noturnos; 
A criança não se lembrar do sonho na manhã seguinte. 
Se encontrar dois ou mais destes sintomas, em problema de seu filho dormir, você está lidando com os terrores noturnos em crianças. 

Tratamento
Na maioria dos casos deve recorrer a ajuda especializada, na medida em que os terrores são frequentemente consequentes de dificuldades emocionais e conflitos internos. Se a situação persistir é importante a avaliação por parte de um psicólogo ou psicoterapeuta de modo a ajudar na resolução do problema.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Perturbações Psicológicas Infantis que se manifestam no corpo



As Crianças e os Adolescentes por vezes experienciam dificuldades ao longo do seu crescimento. Se, maioritariamente, os desafios do desenvolvimento pode resultar em crescimento emocional, para algumas crianças e adolescentes lidar com estas dificuldades, como a perda de pessoas significantes, separação dos pais, divórcio, violência familiar, internamentos hospitalares ou pressões académicas e sociais, pode trazer consequências. 

As crianças respondem de formas diferentes ao Stress. Algumas podem ajustar-se e lidar com a situação de forma adaptada e satisfatória, outros podem dar um passo atrás e tornarem-se zangados, tristes ou com medo, e alguns podem expressar a sua reação em queixas físicas. 

As crianças que expressarem os problemas emocionais através do corpo fazem-no porque não conseguem ou não aprenderam a demostra-los de outra forma. 

Se as dificuldades da Criança e Adolescentes forem contínuas e com intensidade durante um período de tempo prolongado, com fisiológicas e alterações físicas, o corpo pode reagir sob a forma de doença física é necessário recorrer a ajuda profissional especializada. 

Como se diferenciar distúrbios psicossomáticos dos não psicossomáticos? 

É importante considerar uma perturbação psicossomática quando uma criança ou adolescente repete sintomas semelhantes ou diferentes sintomas em situações semelhante. Por exemplo, constipação, vómitos e diarreia sem nenhuma causa física aparente, ou o exemplo em que fica doente antes de situações de separação dos pais como primeiros dias de aulas ou em situações de mudança ou de convívio social. 


Quais são os sinais mais comummente relatados por crianças e adolescentes são:

  • Dores de cabeça
  • Dor de estômago e desconforto abdominal
  • Com as alterações hormonais da puberdade, ansiedade e preocupação, cansaço, perda de apetite, dores e dores são sintomas frequentes, mais prevalentes em meninas do que meninos
  • Sintomas que imitam neurológica distúrbios, tais como visão dupla, dificuldades no equilíbrio e na coordenação, paralisia ou convulsões
  • Imaginam deformidades físicas ou defeitos
  • Dor nas costas
  • Fadiga
  • Músculos doridos
  • Problemas académicos, a recusa da escola, isolamento social, ansiedade e problemas de comportamento que muitas vezes a acompanham. 


O que fazer quando esses sintomas se repetem? 


Consulte o pediatra, para fazer o despiste de problemas físicos e um Psicólogo ou um Psicoterapeuta para avaliar os vários fatores que podem causar estes sintomas e considerar a necessidade de acompanhamento.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O primeiro dia de escola: dificuldades em lidar com a separação





Um assunto frequentemente falado nesta altura do ano é o primeiro dia de aulas mas apesar disso continuam, por vezes, a existir dificuldades em lidar com este início. A verdade é que o enfoque é colocado, na maior parte das vezes, nas crianças, no seu comportamento, nas suas dificuldades de se separar dos pais ou então até é entendido como normal passar por estas dificuldades.

Pois estas dificuldades podem ser naturais se não se prolongarem no tempo, no entanto, nem sempre isto acontece. Por vezes o comportamento muda e as dificuldades deixam de acontecer da mesma forma mas podem manifestar-se de outra, ou seja não desapareceram. Por exemplo uma criança que inicialmente gritava pela mãe quando colocada junto da professora e que posteriormente passa a ficar sossegada na escola aguardando pacientemente a hora da saída. Isto poderá ser indicativo de uma mudança de comportamento mas não de uma satisfação e adequação à escola.

O que acontece muitas vezes, e me parece importante pensar, é o modo como os pais observam e lidam com estas dificuldades. Na maior parte dos casos verifica-se também que a situação de separação face à criança também é muito difícil para os pais. O ser natural ter dificuldades no primeiro dia de aulas para um pai pode significar que isso também lhe aconteceu a ele e não propriamente que isso seja saudável para a criança.

É importante por isso que os pais reflitam nos seus próprios sentimentos e vivências anteriores de separação percebendo o que está implicado nestas dificuldades. No caso de haver dificuldades que se repetem convém procurar ajuda técnica, quer na escola, discutindo com a educadora ou professora sobre o assunto, ou recorrendo a um técnico de saúde.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Psicoterapia Psicanalítica - O que é? Como é? Quem é um Psicoterapeuta Psicanalítico?



O que é?

Psicoterapia Psicanalítica é uma modalidade de tratamento que utiliza as teorias psicanalíticas como quadro para a formulação e compreensão do processo de terapia. Essas múltiplas técnicas aplicam-se à situação de terapia, com foco no aumento da auto-compreensão e aprofundamento da capacidade de pensar sobre questões emocionais e conflitos que estão na base das dificuldades.

Normalmente terapeutas fazem uma análise dos pensamentos e sentimentos inconscientes que podem estar relacionados a conflitos emocionais subjacentes e que obstruem a consciência emocional e uma adequada análise das situações de vida.

Como é?

O foco é a investigação da experiência interior do paciente e compreendendo como esta influencia a vida da pessoa e como eventos e relacionamentos significativos e influentes do passado se manifesta no contexto atuais.

A eficácia da psicoterapia psicanalítica, muitas vezes referida como a psicoterapia psicodinâmica, tem sido bem documentada .


Quem é um Psicoterapeuta Psicanalítico?

Os Psicoterapeutas (psicólogos, médicos, entre outros) que praticam a psicoterapia psicanalítica partilham uma orientação comum sobre como avaliar e tratar problemas emocionais. Os Psicoterapeutas Psicanalíticos têm uma formação intensiva e muito extensiva, com uma formação complementar para além da sua pós-graduação ou licenciatura de modo a aprofundar e ampliar suas habilidades.


Quem pode se beneficiar de Psicoterapia Psicanalítica ?

É importante ressaltar que a psicoterapia psicodinâmica pode ser um tratamento eficaz ou componente de um tratamento combinado para uma ampla gama de dificuldades emocionais e psicológicas. Isto inclui todas as pessoas, de todas as idades e com muitos diagnósticos.

In http://www.apsa.org/About_Psychoanalysis/Psychoanalytic_Psychotherapy.aspx

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Eficiência da Psicoterapia Psicanalítica face a outras Terapêuticas





Actualmente as dificuldades económicas e as exigências sociais fazem com que se procurem curas rápida de sintomatologia, recorrendo na maior parte dos casos a métodos de tratamento no aqui e agora. A busca de tratamentos farmacológicos e terapias que prometem resultados praticamente imediatos é disso prova.

O tratamento da Depressão e de outras dificuldades emocionais através de métodos comprovados por meio estatístico muitas vezes dá informação parcial sobre estes tratamentos.

Claramente a depressão não é uma doença para a qual a eficácia do tratamento é melhor determinada por estudos controlados de curto prazo, pois nestes casos os resultados importantes foram marginalizados.

Quando são realizados estudos mais amplos e longos no tempo as vantagens da Psicoterapia Psicanalítica torna-se evidente e revela elevadas associações com a redução dos sintomas depressivos e melhorias na qualidade de vida social, trabalho e pessoal, bem como menor casos de recorrência da sintomatologia.


Texto baseado no artigo “Psychoanalytic and psychodynamic therapies for depression: the evidence base” - David Taylor (consultant psychotherapist at the Tavistock & Portman NHS Foundation Trust-London)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sobre Psicanálise




Originalmente baseado no trabalho de teoria da personalidade de Sigmund Freud, a psicanálise contemporânea tem sofrido muitas mudanças e é, ainda hoje, uma poderosa forma de terapia. A psicanálise e a psicoterapia psicanalítica foca os pensamentos e sentimentos inconscientes que determinam o comportamento, os vários estados de humor e sua interferência nas relações interpessoais. Tanto a terapia psicanalítica como a psicanálise são conduzidas por um profissional treinado e com habilitações específicas que ajudam a explorar os conflitos da mente e as fontes de perigo da sua vida emocional.

Os muitos problemas que levam as pessoas a uma psicoterapia podem ser abordados em maior profundidade na psicoterapia psicanalítica: sentimentos de depressão, problemas de relacionamento, confusão de identidade, a experiência da perda, as dificuldades de uma família de origem. Questões de longa data que nunca parecem chegar a uma resolução confortável, na maior parte das vezes são melhor abordados em psicoterapia psicanalítica e psicanálise.

Para algumas pessoas, no entanto, pode haver um desejo de "ir mais fundo". Assim, é necessário um compromisso que exige a pessoa se comprometa com sessões 3-4 vezes por semana. Na psicoterapia psicanalítica e psicanálise, com o tempo e com a intensidade das sessões mais frequentes promove-se uma compreensão mais abrangente de si mesmo.



Entrar neste tipo de compromisso pode parecer assustador. É um processo árduo, porém o processo de tratamento psicanalítico é profundamente gratificante e transformadora.

terça-feira, 29 de abril de 2014

A Depressão escondida…




 O sinal mais óbvio e típico de depressão é realmente o estar triste. A pessoa que está deprimida pode dar por si a chorar mesmo quando parece não haver razão para tal ou pode não conseguir chorar quando um acontecimento verdadeiramente triste ocorre. As alterações no sono podem estar patentes, tanto na incapacidade em adormecer como no sono excessivo, assim como o cansaço sem razão aparente e as alterações de apetite, com aumento ou diminuição do mesmo. Mas tudo isto são sintomas observáveis.


A depressão não se resume aos sintomas observáveis e vulgarmente assinalados. A sintomatologia depressiva está associada acima de tudo a sentimentos e emoções, muitas vezes difíceis de declarar pelas pessoas, uma vez que a pessoa que está deprimida se vê a si e aos outros de modo negativo, evidenciando sentimentos de desvalorização e incapacidade, bem como desmotivação e desconfiança que não permite que confie na possibilidade de ajuda do outro, nomeadamente, porque se culpabiliza pelas suas dificuldades.


Muitas vezes, e ao contrário do que se divulga, alguém deprimido pode não manifestar tristeza quando se encontra na presença dos outros. Os sintomas depressivos estão, não poucas vezes, mascarados por comportamentos de aparente sobrevalorização, hiperatividade, adições a substâncias e outros que se tornam compensatórios das suas dificuldades.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Fobias



Quando surge em conversa o assunto fobia ou medo é comum reduzi-lo a fobias específicas como medo de animais selvagens, andar de avião ou mesmo a fobia social, associada ao contacto com o público.Mas na verdade, as questões relacionadas com as fobias são muito mais vastas e podem ser bastante impeditivas de uma vivência saudável e livre.
A fobia, ou melhor, o medo e a desconfiança afasta o sujeito dos outros, impede-o de prosseguir relações, actividades e pode culminar no total isolamento social.
Este tipo de patologia passa normalmente desapercebida e referimo-nos a timidez ou retraimento ou na pior das hipóteses a “mau feitio”, uma vez que a pessoa vive de forma funcional, realizando, na maior parte dos casos, as tarefas do dia-a-dia de forma adequada.
Apesar desta aparente adaptação à realidade social as dificuldades em estabelecer relações sociais levam a que surjam sintomas depressivos e que consequentemente maior isolamento.
É bastante comum que as pessoas procurem exactamente uma Psicoterapia com a queixa de sintomas depressivos, até porque o volume de informação em relação à Depressão é muito maior, no entanto, ao longo do Processo Terapêutico, as questões fóbicas surgem. Situações como faltas às sessões ou o abandono pode ser exemplos de evitamento da relação, neste caso com o Psicoterapeuta.
É precisamente nestes momentos que é necessário a continuação do Processo Terapêutico de modo a trabalhar esta sintomatologia de forma a modificar o funcionamento patológico e repetitivo.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Psicoterapia para Psicólogos

Um vídeo de animação muito interessante que mostra como é o trabalho dos psicólogos (e também de outros profissionais como psicanalistas e psicoterapeutas). Além de ouvir os pacientes e ajudá-los na mudança, outro aspecto da clínica é que o próprio terapeuta precisa de terapia.


domingo, 22 de setembro de 2013

I Colóquio de Lisboa: O Sonho na Psicanálise de Casal e Família







A POIESIS – Associação Portuguesa de Psicoterapia Psicanalítica de Casal e Família organiza o 1º Colóquio de Lisboa, com o apoio da Association Internationale de Psychanalyse de Couple et de Famille. 








quarta-feira, 17 de abril de 2013

A Importância das Relações Precoces e o Desenvolvimento Infantil




O Desenvolvimento de uma criança é o resultado das interações desta com o ambiente em que se insere. Cada experiência vivida resulta numa nova aprendizagem que influencia o seu crescimento, a aquisição de habilidades, as características que desenvolve e as relações que estabelece. 
Se durante grande parte da História, as características particulares da criança foi largamente ignoradas, sendo frequentemente vista simplesmente como uma versão menor do adulto, atualmente é do saber comum que esta é uma das fases mais importantes da vida humana. A frequência, qualidade e intensidade das interações e relações, desde os primeiros tempos de vida, são por isso, de grande importância para a vida futura. 
Os estudos e investigações desenvolvidos durante os últimos anos levam a concluir a importância das relações que se estabelecem neste período, nomeadamente, com os cuidadores, sejam eles pais, outros familiares ou cuidadores. É com base nestas primeiras relações que se vão construir as relações futuras. 
As crianças que têm relações precoces seguras são mais capazes de regular suas próprias emoções, aprender através da exploração e lidar com as dificuldades quando elas surgem. Isto dá-lhes a resiliência e habilidades necessárias para o sucesso na escola e na vida adulta.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Depressão na adolescência




A Depressão na adolescência não é apenas mau humor ou melancolia ocasional. Trata-se de um problema sério que afeta cada aspeto da vida de um adolescente e terá consequências na sua vida de adulto, bem como na daqueles que o rodeiam. Se não for tratada, pode levar a problemas em casa e na escola, abuso de drogas, dificuldades na auto-imagem e até à violência contra si próprio ou contra outros.

Sintomas que podem indicar depressão em adolescentes, especialmente se forem persistentes:
  • Mau desempenho escolar 
  • Pouco interesse nos amigos e nas atividades 
  • Sentimentos de tristeza e desesperança e de desvalorização 
  • Falta de entusiasmo, motivação, energia ou de prazer no desempenho de atividades que normalmente costumavam gostar 
  • Sentimentos de raiva e fúria, zanga ou Ideação suicida 
  • Reação exagerada às críticas 
  • Baixa auto-estima 
  • Sentimentos de culpa 
  • Indecisão, falta de concentração, ou esquecimento 
  • Inquietação e agitação motora 
  • Mudanças na alimentação ou padrões de sono 
  • O abuso da substância 
  • Problemas com as figuras de autoridade (pais, professores, p.e.) 
A Depressão adolescente pode ser tratada e como pai, amigo, ou professor pode fazer algo para ajudar. Ao detetar sintomas de Depressão pode tomar a iniciativa de falar sobre o problema e ajudar na procura de Apoio. Se os sintomas de depressão estão presentes, fale com um profissional. Obtenha ajuda. A Depressão não se cura por si só e corre o risco de ser crónica quando não tratada.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ataques de ansiedade e os seus sintomas




Os Ataques de Ansiedade, conhecidos vulgarmente como ataques de pânico, são episódios de pânico ou medo intenso que podem ocorrer subitamente e sem aviso prévio ou são às vezes desencadeados por uma situação.
Geralmente, estes episódios têm um pico dentro de dez minutos mas raramente duram mais de meia hora. Durante esse curto espaço de tempo, o terror pode ser tão grave que quem o sente pensa estar prestes a morrer ou a perder totalmente o controlo.

Os sintomas físicos são, eles próprios tão assustadores que muitas pessoas acreditam estar a sofrer um enfarte.

Depois de um Ataque de Ansiedade longo ou de vários ainda que menos prolongados, a preocupação com a possibilidade de repetição destas sensações torna-se ela própria ansiogénica e por vezes incapacitante.

Sintomas de um ataque de ansiedade incluem:


§ Onda de pânico esmagadora


§ Sensação de perda do controlo


§ Palpitações ou dor no peito


§ Sentir que vai desmaiar


§ Dificuldade para respirar ou sensação de asfixia


§ Hiperventilação


§ Ondas de calor ou calafrios


§ Tremores ou abalos


§ Cãibras, náuseas ou dores de estômago


§ Sentir-se deslocado ou irreal

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ansiedade de Separação

Ansiedade de separação é um medo comum nas crianças entre 1 e 6 anos. Este termo refere-se à marcha de protesto da criança face aos pais ou às pessoas que assumem esse papel, manifestando desconforto na sua ausência e ansiedade pela antecipação de situações de separação.

A criança pode temer estranhos, mesmo sendo perto da mãe ou até nos seus braços, no entanto, a ansiedade de separação não se trata de medo de estranhos. Naturalmente, uma criança que sofre de ansiedade de separação tem receio de pessoas e situações estranhas e tenta manter o contacto físico com a mãe sistematicamente.

A Ansiedade de separação pode ser observada, por exemplo, no 1º dia de escola. Crianças que evitam o professor, que choram e se apegam às mães.
Outras experiências poderão desenvolver estas dificuldades na criança. A qualidade da relação mãe-criança e o comportamento da própria mãe durante a separação ou perdas precoces dos pais poderão provocar sintomas relacionados com a dificuldade de se separar como por exemplo, problemas de sono e dificuldades de concentração e de aprendizagem, dificuldade em brincar sozinho.
O impacto nas crianças de separação ou divórcio dos pais é difícil de se afastar de outras fontes de stress. Assim, situações comuns como comer na escola porque a mãe tem que trabalhar, a diminuição do tempo de interacção com os pais e a adaptação a novas situações provocam reacções desadaptadas devido às dificuldades que estas crianças ter a autonomia adequada à sua idade.
Muitas vezes, e apesar de tentativas dos pais em minimizar a situação, frequentemente evitando alterações na vida das crianças, todas as situações que envolvem a separação parece produzir efeitos negativos sobre o seu ajustamento psicológico e social.
Nestes casos é importante uma intervenção precoce com a finalidade de evitar o desenvolvimento posterior de patologia mais grave.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Quando devem as crianças fazer uma psicoterapia?




Às vezes as crianças, tal como os adultos, podem necessitar ou beneficiar de uma Psicoterapia. Os Psicoterapeutas ajudam as crianças e as famílias a lidarem com situações de Stress e com uma grande variedade de problemas emocionais e comportamentais, ajudando a criança a desenvolver habilidades para resolver problemas e também ensiná-los a procurar ajuda.

Muitas vezes os pais recorrem a ajuda especializada quando a crianças evidencia dificuldades na escola, como a ansiedade aos testes, dificuldades de aprendizagem, de atenção ou concentração. Estes são sintomas manifestos de algo se passa e muitas vezes são a “maneira” que a criança encontra para demonstrar o seu sofrimento.

Grande parte das crianças precisam de ajuda para pensar e organizar os seus sentimentos sobre as suas relações familiares, especialmente se há eventos de vida significativos, tais como a morte de um familiar, amigo ou animal de estimação, um divórcio ou uma mudança, um abuso ou uma doença grave na família, que podem causar stress e levar a problemas com o comportamento, humor, sono, apetite e funcionamento académico ou social. Mas outras situações menos evidentes podem também surtir um efeito desorganizador, e apesar de não ser tão claro o que causou sofrimento à criança, de repente, esta parece retirada, ansiosa, preocupada, mal-humorada, zangada ou chorosa.

Se sente que seu filho pode ter um problema emocional ou comportamental ou precisa de ajuda lidar com um evento de vida difícil deve procurar um especialista.

Sinais de que uma criança pode beneficiar em ver um Psicoterapeuta:

Atraso no desenvolvimento da fala e linguagem;

Dificuldades de aprendizagem ou problemas de atenção e concentração;

Dificuldade em estar só ou em elaborar tarefas sozinho;

Problemas de comportamento (como raiva excessiva, agindo, incontinência urinária ou distúrbios alimentares);

Queda significativa dos resultados escolares;

Episódios de tristeza, depressão, choro ou retraimento social e isolamento;
Ser vítima de bullying ou exercê-lo sobre outras crianças;

Diminuição do interesse em atividades antes apreciadas;

Comportamento excessivamente agressivo (como morder, chutar, ou bater);

Mudanças bruscas no apetite (principalmente em adolescentes);

Insónias ou sonolência aumentada;

Absentismo escolar excessivo ou atrasos;

Alterações de humor;

Desenvolvimento ou um aumento das queixas físicas (como dor de estômago dor de cabeça, ou não se sentir bem), apesar de um exame físico normal pelo seu médico;

Sinais de droga, álcool ou outras substâncias;

Problemas com as mudanças (separação, divórcio, ou recolocação);

Questões relacionadas com os lutos;

Abuso sexual, físico ou emocional, ou outros eventos traumáticos.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O que é uma Psicoterapia?



Uma Psicoterapia é um processo científico, um espaço relacional que privilegia a reflexão e onde se desenvolve o auto-conhecimento e promove a mudança.
Associada ao tratamento de Psicopatologias, o principal objectivo é auxiliar na resolução dos problemas e dificuldades relativas ao bem-estar e saúde da pessoa.
Ainda que não haja um diagnóstico psiquiátrico ou um sintoma identificado, a verdade é que não é normal alguém sentir um frequente mal-estar, desmotivação, sofrer repetidamente com doenças físicas ou ainda ter relações sociais ou afectivas que causem sofrimento.


Através da compreensão dos pensamentos, emoções e comportamentos, a Psicoterapia porporciona a melhoria da qualidade de vida,  desenvolvendo a autonomia e modificando os padrões de funcionamento, comportamentais e emocionais, e consequentemente há uma maior satisfação nas relações interpessoais.

Ansiedade ou Sinal de Alerta?

Os ataques de ansiedade ocorrem de uma forma muito complicada. A maioria dos pacientes queixa-se de não poder respirar, estar prestes a d...