Psicóloga Clínica e da Saúde
Psicoterapeuta de Crianças, Adolescentes e Adultos
Psicoterapeuta de Casal e Família

Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses
Membro da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica
Membro da POIESIS - Associação Portuguesa de Psicoterapia Psicanalítica de Casal e Família
Membro da AIPCF - Associação Internacional de Psicanálise de Casal e Família
Membro da EFPP - Federação Europeia para a Psicoterapia Psicanalítica


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ansiedade de Separação




Ansiedade de separação é um medo comum nas crianças entre 1 e 6 anos. Este termo refere-se à marcha de protesto da criança face aos pais ou às pessoas que assumem esse papel, manifestando desconforto na sua ausência e ansiedade pela antecipação de situações de separação.
A criança pode temer estranhos, mesmo sendo perto da mãe ou até nos seus braços, no entanto, a ansiedade de separação não se trata de medo de estranhos. Naturalmente, uma criança que sofre de ansiedade de separação tem receio de pessoas e situações estranhas e tenta manter o contacto físico com a mãe sistematicamente.
A Ansiedade de separação pode ser observada, por exemplo, no 1º dia de escola. Crianças que evitam o professor, que choram e se apegam às mães.
Outras experiências poderão desenvolver estas dificuldades na criança. A qualidade da relação mãe-criança e o comportamento da própria mãe durante a separação ou perdas precoces dos pais poderão provocar sintomas relacionados com a dificuldade de se separar como por exemplo, problemas de sono e dificuldades de concentração e de aprendizagem, dificuldade em brincar sozinho.
O impacto nas crianças de separação ou divórcio dos pais é difícil de se afastar de outras fontes de stress. Assim, situações comuns como comer na escola porque a mãe tem que trabalhar, a diminuição do tempo de interacção com os pais e a adaptação a novas situações provocam reacções desadaptadas devido às dificuldades que estas crianças ter a autonomia adequada à sua idade.
Muitas vezes, e apesar de tentativas dos pais em minimizar a situação, frequentemente evitando alterações na vida das crianças, todas as situações que envolvem a separação parece produzir efeitos negativos sobre o seu ajustamento psicológico e social.
Nestes casos é importante uma intervenção precoce com a finalidade de evitar o desenvolvimento posterior de patologia mais grave.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Psicoterapia Infantil - Ludoterapia



A Ludoterapia é a técnica terapêutica utilizada com crianças. Esta técnica permite, através do jogo e do brincar, compreender e diminuir as dificuldades comportamentais e emocionais que interferem significativamente com o funcionamento de uma criança, melhorando a comunicação e o relacionamento entre a criança e os pais.
As crianças comunicam os seus pensamentos e sentimentos mais facilmente através de brincadeiras do que o fazem através da comunicação verbal. À medida que a criança brinca, o terapeuta começa a reconhecer padrões ou temas e formas de utilizar os materiais que são importantes para a criança.
Os objectivos menos óbvios de um processo terapêutico incluem a melhoria da expressão verbal, capacidade de auto-observação, controle dos impulsos melhorado, formas mais adaptativas de lidar com a ansiedade e frustração, e uma melhor capacidade de confiar e de se relacionar com os outros.
Na Ludoterapia, o Psicoterapeuta recebe a criança sozinha para a maioria das sessões, no entanto, e porque os pais são elementos fundamentais nas vivências das crianças, poderá ser importante que estes também se reúnam com o psicólogo em algumas sessões.
A estrutura das sessões deverá ser mantida de forma coerente e contínua no tempo, a fim de proporcionar uma sensação de segurança e estabilidade para a criança e os pais.
As sessões estão agendadas para o mesmo dia e hora a cada semana e ocorrem com a mesma duração.
A frequência das sessões é normalmente uma ou duas vezes por semana, e as sessões com os pais poderá ocorrer uma vez por mês, dependendo da situação.
A duração da sessão é normalmente de 30 a 40 minutos.

O papel dos pais num processo de psicoterapia infantil

III Encontro Família, Saúde e Doença - Faro 2010

A Psicoterapia é um processo caro?


Os custos associados a um Processo Terapeutico são, muitas vezes, a principal razão referida para não procurar ajuda. No entanto, se se considerar os benefícios que se poderá obter com uma Psicoterapia rapidamente se percebe que a médio prazo o investimento é lucrativo.

É um dado adquirido que a saúde mental e física não vivem separadas, uma vez que a doença física tem consequências na saúde psíquica, assim como a saúde psíquica tem consequências no físico. É comum algumas pessoas consultarem várias especialidades médicas, na busca de respostas aos seus sintomas físicos. Muito comum também é, após variados exames, não ser encontrada nenhuma explicação biológica para a sintomatologia. Ao mesmo tempo, alguém com dificuldades psíquicas frequentemente manifesta sintomas físicos.
Qual o custo de uma Depressão não tratada, da Ansiedade sentida e do sofrimento interno que acarreta o prolongamento deste tipo de situações? Qual o efeito emocional provocado sobre os familiares e amigos? Qual o valor de relacionamentos saudáveis ou do cuidar de si? A Psicoterapia é, assim, um investimento em si próprio. Uma das recompensas de "gastar tempo e dinheiro" em Psicoterapia é o facto de uma pessoa ter efectivamente uma melhoria na sua qualidade de vida, tornando-se mais consciente de Si, o que leva a que melhore a relação consigo próprio, com os outros, e consequentemente melhoria da saúde física, psíquica e social.

Ansiedade ou Sinal de Alerta?

Os ataques de ansiedade ocorrem de uma forma muito complicada. A maioria dos pacientes queixa-se de não poder respirar, estar prestes a d...